Como começar a vender online: do zero às primeiras vendas
Quer começar a vender pela internet? Veja como escolher canal, produto e fornecedor, organizar a formalização, calcular preço e frete e estruturar as primeiras vendas.
Equipe SellerandoPublicado em 06 de outubro de 2026Atualizado em 06 de outubro de 20268 min de leitura

Se você se pergunta como começar a vender online, saiba que a maior parte das pessoas passa um tempo considerável pesquisando antes de publicar o primeiro anúncio. Lê artigos, assiste a vídeos, compara plataformas, estuda concorrentes, e, nesse processo, nunca começa. Muitos iniciantes relatam que o maior obstáculo não foi a escolha da plataforma nem o preço do produto, mas simplesmente não ter publicado nada.
Este guia cobre cinco passos concretos para quem quer iniciar as vendas pela internet: como escolher onde vender, como encontrar produtos e fornecedores confiáveis, o que resolver do lado legal antes da primeira venda, como calcular preço e frete sem destruir a margem e como atrair os primeiros clientes com ou sem verba de marketing. Sem promessas de enriquecimento rápido e sem atalhos que não existem.
1. Como começar a vender online: escolha o canal certo antes de qualquer coisa
A primeira decisão de quem quer vender pela internet é também a mais mal compreendida: marketplace ou loja própria. Marketplaces como Mercado Livre, Shopee e Amazon oferecem visibilidade rápida, você publica um anúncio e, dependendo da categoria e da qualidade do anúncio, pessoas já podem encontrar seu produto em pouco tempo. A contrapartida são as comissões: no Mercado Livre, o anúncio Clássico cobra entre 10% e 14% por venda; na Shopee, a estrutura vigente combina percentual com taxa fixa por item, o que pode representar 20% ou mais em produtos de menor valor. Esses custos entram no cálculo antes de qualquer outro número.
Lojas próprias como Nuvemshop ou Loja Integrada oferecem planos gratuitos com taxas por transação, ou planos pagos a partir de aproximadamente R$ 43 a R$ 69 por mês. O controle é maior e a comissão é menor, mas o tráfego não aparece sozinho. Você precisa construir audiência do zero, o que exige tempo, consistência e, muitas vezes, verba para anúncios.
Para iniciantes sem base de seguidores e sem histórico de vendas, o caminho mais direto é simples: comece no marketplace para gerar as primeiras vendas e confirmar que o produto tem saída, e considere a loja própria quando houver histórico e uma audiência mínima para alimentá-la. Os dois canais podem coexistir sem conflito e se complementam bem quando a operação está organizada.
2. Encontre produtos com saída e fornecedores em quem você pode confiar
Escolher os primeiros produtos não precisa ser um exercício de adivinhação. A prioridade é confirmar que há demanda real, que o produto pode ser enviado sem custo proibitivo e que a margem aguenta os descontos e imprevistos do começo. Para verificar demanda, o Google Trends e as seções de mais vendidos dos próprios marketplaces revelam o que as pessoas já estão procurando, sem depender de palpite. Categorias como casa e cozinha, utilidades domésticas, ferramentas e brinquedos têm giro consistente entre as que mais movimentam pedidos nos marketplaces brasileiros.
Um alerta importante para quem está iniciando as vendas online: evite categorias com restrições regulatórias como alimentos, cosméticos e suplementos nos primeiros meses. A complexidade burocrática pode travar a operação antes mesmo de ela sair do lugar. Comece com três a dez produtos complementares, teste com estoque pequeno e amplie só o que demonstrar saída real.
O problema que a maioria dos iniciantes enfrenta na hora de buscar fornecedores é a fragmentação: negociar individualmente com fabricantes é difícil, e importar traz riscos de prazo e qualidade, além de taxas alfandegárias imprevisíveis. É aqui que plataformas como a Sellerando resolvem boa parte do problema para revendedores. A Sellerando é um marketplace B2B brasileiro com amplo catálogo em categorias como casa, cozinha, ferramentas, brinquedos e automotivo, com estoque disponível no Brasil e fornecedores verificados. O processo de compra é centralizado em um único ambiente, sem precisar negociar separadamente com cada fabricante, o que representa redução real de tempo e de risco para quem está no início.
Outro aspecto relevante para quem está estruturando o fluxo de caixa: a Sellerando oferece condições de pagamento parcelado mediante análise de crédito, o que pode aliviar bastante a pressão financeira nos primeiros meses de operação. Consulte as condições disponíveis diretamente na plataforma antes de fechar qualquer pedido.
Antes de comprar qualquer produto, calcule se ele vai gerar lucro de verdade. A fórmula da margem bruta é: preço de venda menos o custo total variável (produto, embalagem, comissão da plataforma, frete subsidiado e impostos), dividido pelo preço de venda. Para produtos em marketplace, mire pelo menos 30% de margem bruta para ter espaço para desconto, publicidade e imprevistos. O erro mais comum é calcular a margem usando apenas o preço pago ao fornecedor, todos os outros custos variáveis precisam entrar na conta.
3. Formalize o negócio antes da primeira venda
Vender online sem CNPJ é viável como ponto de partida em alguns canais, mas cria problemas rapidamente. Para emissão de notas fiscais, relacionamento com fornecedores B2B e operação em escala, o CNPJ se torna indispensável, além de evitar limitações impostas por gateways de pagamento a cadastros de pessoa física. Regularizar antes de publicar o primeiro anúncio poupa dores de cabeça no futuro.
Para quem está testando a ideia com faturamento inicial baixo, o MEI costuma ser o ponto de partida mais prático. O processo de abertura é gratuito e pode ser concluído pelo Portal do Empreendedor. Um detalhe que muita gente ignora: o CNAE precisa corresponder ao produto que você vai vender, não à palavra "e-commerce". Consulte a lista de CNAEs permitidos antes de abrir o MEI, especialmente se os produtos exigirem regulamentação específica.
O limite de faturamento anual do MEI é de R$ 81.000, o DAS mensal é fixo e a burocracia é mínima comparada à microempresa. Se o faturamento esperado ultrapassa esse limite ou se a complexidade fiscal exige uma estrutura maior, a microempresa com Simples Nacional é o caminho, e é recomendável contar com um contador desde o início nesse caso.
Antes de publicar o primeiro anúncio, garanta que você tem: CNPJ correto cadastrado na plataforma, inscrição estadual se a atividade for sujeita ao ICMS, emissor de nota fiscal configurado, conta bancária empresarial e política de troca e devolução publicada. O consumidor tem direito de arrependimento de sete dias em compras feitas pela internet, contado do recebimento do produto. Tenha o processo de devolução estruturado antes de qualquer venda acontecer.
4. Como calcular preço e frete sem sacrificar a margem
O preço de venda correto não nasce de uma comparação com o concorrente mais barato. Ele nasce de um cálculo: preço de venda igual ao custo total variável dividido por (1 menos a margem desejada em decimal). Se o custo total por unidade é R$ 40 e você quer 40% de margem bruta, o preço mínimo de venda é R$ 66,67. Vender abaixo disso significa trabalhar para pagar custos, não para gerar lucro.
O frete é onde mais iniciantes se perdem. Oferecer frete grátis sem calcular o impacto real é um dos erros que mais corrói margem em operações novas. O ponto de partida é entender o peso cúbico: comprimento vezes largura vezes altura da embalagem, dividido por 6.000 (fator padrão dos Correios). Por exemplo: se a caixa mede 30 x 20 x 15 cm e o produto pesa 1,2 kg, o peso cúbico é 1,5 kg, e como é maior que o peso real, é ele que define a tarifa na maioria das transportadoras.
Para operações pequenas, PAC dos Correios e transportadoras regionais costumam ser as opções mais acessíveis. A orientação prática é padronizar os tamanhos de caixa que você usa e cotar pelo menos duas transportadoras antes de definir sua tabela de frete. Cada centímetro de espaço vazio na caixa pode elevar o peso calculado e, por consequência, o custo do envio.
5. Como atrair os primeiros clientes com ou sem verba
Nos primeiros 30 dias, o foco deve ser em ações que não dependem de orçamento de marketing. Divulgue para sua rede próxima via WhatsApp e Instagram, publique conteúdo que resolve dúvidas reais do seu público e busque parcerias com microinfluenciadores de nicho que aceitem comissão ou amostras em vez de cachê. A prova social entra desde o início: incentive avaliações e depoimentos nas primeiras compras. Nos marketplaces, os comentários são um dos principais fatores que aumentam a conversão dos anúncios. Vale lembrar que o tráfego orgânico constrói confiança mais devagar, mas cria uma base que não desaparece quando você para de pagar por ela.
O tráfego pago só deve entrar quando a estrutura básica estiver funcionando: página do produto bem feita, processo de compra sem problemas, pixel instalado e pelo menos uma venda orgânica confirmada. Anunciar antes disso é pagar para descobrir que há algo errado na operação. Quando o momento de anunciar chegar, Google Search e Shopping funcionam para quem já está procurando o produto; Meta Ads funcionam melhor para criar descoberta e demonstrar o produto para quem ainda não o conhece. A primeira aplicação mais eficiente do tráfego pago para uma loja nova costuma ser o remarketing: anunciar para quem já visitou a página e não comprou tende a custar menos por conversão do que alcançar público frio.
Como começar a vender online: o próximo passo é agir
Começar a vender pela internet não exige perfeição. Exige sequência. Plataforma, produto, fornecedor, legalização, precificação, frete e marketing: nessa ordem, cada etapa sustenta a próxima. Tentar resolver tudo ao mesmo tempo antes de publicar o primeiro anúncio é a receita para nunca publicar nada.
O aprendizado real começa quando o primeiro cliente compra, não antes. O custo de esperar mais um mês de pesquisa é um mês de vendas que você não vai recuperar. Escolha um canal, selecione um produto, valide os números e publique.
Se você quer iniciar as vendas online com fornecedores verificados, estoque disponível no Brasil e condições de pagamento que ajudam no fluxo de caixa, explore o catálogo da Sellerando antes de fechar qualquer pedido de estoque. Montar um negócio de vendas online sustentável é um processo, não um evento, e cada venda ensina algo que nenhuma pesquisa consegue substituir.
Conheça o Radar Sellerando
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Ver mais vendidosPerguntas frequentes
Como começar a vender online do zero?
Escolha um canal, pesquise produtos com demanda, encontre um fornecedor, organize as exigências fiscais do seu cenário, calcule preço e frete e publique um primeiro grupo pequeno de anúncios para coletar dados reais.
Preciso de CNPJ para começar a vender online?
Depende do canal e da forma como a atividade é exercida. Mercado Livre e Amazon permitem atualmente vendedores pessoa física, mas o CNPJ passa a ser importante para profissionalização, fornecedores B2B, recursos fiscais e determinadas funcionalidades.
MEI pode vender pela internet?
Sim, desde que a atividade exercida esteja entre as ocupações permitidas ao MEI e sejam cumpridas as demais regras. O limite geral atual é de R$ 81 mil de receita bruta anual.
MEI de comércio precisa de Inscrição Estadual?
Em regra, sim. A orientação oficial informa que MEIs que exercem comércio, indústria ou transporte intermunicipal ou interestadual precisam observar a Inscrição Estadual por atuarem em atividades sujeitas ao ICMS.
É melhor começar no marketplace ou em loja própria?
Depende. Marketplaces já concentram compradores, enquanto a loja própria oferece mais controle mas exige geração de tráfego. Para quem ainda não possui audiência, testar primeiro um marketplace pode simplificar a validação.
Quantos produtos devo ter para começar?
Não existe um número obrigatório. Um grupo pequeno de SKUs facilita a análise de demanda, margem, logística e giro antes de comprometer capital em um catálogo grande.
Qual margem preciso ter para começar a vender?
Não existe percentual universal. Calcule a margem de contribuição depois de produto, frete, comissão, impostos, embalagem, logística, publicidade e demais custos variáveis e verifique se o resultado ajuda a sustentar a estrutura do negócio.
Como calcular o frete para uma loja online?
Cadastre corretamente peso, comprimento, largura e altura da embalagem e faça a cotação com o operador utilizado. Regras de cubagem e tarifas variam por transportadora e contrato.



